Bom, como prometido, mas definitivamente não quando, chega a minha sincera impressão de cada cidade visitada.
Amsterdam:Diferentemente do mito criado em torno dessa simpática cidade, as pessoas não fazem sexo na rua a todo o tempo e a humidade do lugar cria uma sensação térmica muito abaixo do que o termômetro marca, mas Amsterdam é uma cidade movimentada o dia (e a noite) inteiro,a cidade é muito limpa, os museus são respeitáveis e as pessoas bem legais.
Se gostarem de ir a museus, comprem o passe Iamsterdam, fica muito mais barato, já que o transporte público também está no pacote, sem contar o bônus de furar a maioria das filas.
Fiquem na parte central, nos canais, é onde as coisas funcionam depois das 6 da tarde.Liedsplatz e Rembrantplatz são os lugares que eu recomendaria.
Bruxelas:A cidade é pequena e muito, muito bonita, mas eu tive a nítida impressão de que os habitantes de lá não gostam muito de onde estão(principalmente os imigrantes) o que te faz pensar sobre a rotina da cidade.De qualquer maneira, há muita coisa para ver e fazer, definitivamente não é uma perda de tempo.
Eu evitaria ficar longe da Gare Central, apesar da cobertura de metrô ser excelente, ele é bem lento.
Paris: A cidade é tão famosa e visitada que quase dispensa um comentário.Paris oferece o supra-sumo da arte em seus museus e tem vistas espetaculares, como se não bastasse a poucos minutos de lá se encontra o palácio de Versailles, que deve ser o mais famoso do mundo.Vale apena passar um bom tempo na cidade.
Mas uma coisa eu descobri, meio que sem querer é verdade, os passes te metrô universais para turistas são mais baratos que os vendidos nas máquinas automatizadas, então é válido perder alguns minutinhos na fila do atendimento pessoal ao turista.
Quanto a hospedagem, qualquer lugar na rive gauche( a parte norte da cidade) te permite uma posição muito boa para rodar pela cidade.
Londres:Londres é outro lugar que é difícil dar alguma informação nova, mas não deixem de ir ao museu de história natural, nem ao British,que são únicos na forma detalhada como contam a história do planeta e da raça humana, respectivamente. Se esse é o seu único destino inglês na viagem, não deixe de ir a um jogo de futebol, mesmo que não torça para nenhum time londrino ou ainda que nem goste muito de futebol, a experiência em um estádio inglês lotado é diversão garantida até mesmo para os mais alienados ao esporte.( Se não quiser gastar muito com essa experiência, não veja jogos de Arsenal, Tottenham ou Chelsea, procure um jogo do Fulham ou do West ham).Um passeio o qual eu também gostei muito e não é muito comentado é uma visita aos cabinetes de guerra, o QG do front ocidental na segunda guerra mundial.
Não deixem de comprar o Oyster, o riocard deles ( gostou da prepotência carioca?) e , claro , de ir ao teatro, as peças londrinas são muito boas.
Oxford:Apesar de ser uma cidade meio morta, sem muitas atrações, uma vez que não é permitido entrar nos campi da universidade, ainda sim não é um destino a ser jogado fora.A cidade é um bom lugar para ficar enquanto se visita cidades interessantes ao redor, como Salisbury( a cidade onde se pega o ônibus para Stonehenge) e Bath, uma cidade romana.
Cardiff: Apesar de recentemente modernisada e a área da baía ser deslumbrante, a cidade não possui muitos atrativos para o turista brasileiro.Se você não gosta de rugby e não sabe o que é Dr.Who, dificilmente achará a cidade tão boa quanto eu achei.
Uma nota para o Millenium Centre, que é um teatro muito , muito grande ,e que estava lotado em uma terça à tarde.
Não fiquem na baía, prefiram os arredores do castelo.
Liverpool:O óbvio basta na cidade; vá atrás das coisas dos Beatles e ao célebre estádio de Anfield road e diversão vem junto.O centro da cidade não deve em nada para Oxford St. em termos de movimentação, tanto diurna quanto noturna.Aliás, a vida noturna de Liverpool é imbatível, são vários clubes tocando rock bom ao vivo, te faz sentir como uma criança em uma loja de doces.
Além do óbvio, os museus da terra do lendário Ringo Starr são uma boa atração, tanto pelo fato de serem gratuitos como pela temática um pouco incomum, como o museu da Alfândega e um que mostra os horrores da escravidão desde a idade média até os dias atuais.
Qualquer lugar próximo da estação Lime St. é bom logisticamente.
Edimburgh:Edimburgo tem o castelo mais bonito que eu vi, juntamente com outros lugares bonitos e o melhor museu do mundo: o museu do whisky. O lado chato da cidade é que tudo de bom é precedido de uma ladeira imensa.
Quando eu fui o transporte público estava todo em obras , então é aconselhavél ficar em Prince St. e seus arredores.
Inverness: O único arrependimento da viagem.A cidade que deveria ser o centro turístico das highlands não oferece nenhum serviço do tipo, sem contar que simplesmente não há nada para fazer por lá, nem ir ao cinema.
Não há dica de lugar para ficar, eu não desejaria isso a ninguém.
Glasgow: A cidade industrial da Escócia é deslumbrante, nota-se na arquitetura e na densidade demográfica que muito dinheiro já passou por ali.Glasgow é a cidade mais densamente povoada do Reino Unido então 90% dos lugares são facilmente alcançados com uma rápida caminhada.O festival de música celta que acontece todo o mês de janeiro fez a cidade ficar bem mais interessante para mim no quesito vida noturna, mas tenho certeza que com a quantidade de boates e , principalmente, pubs da cidade é impossível não sair à noite e encontrar algo que agrade.
A região de Union St. é a mais central, recomendo-a.
Belfast:Vou ser sincero, eu achei que Belfast fosse ser uma grande perda de tempo, mas não foi.É bem verdade que vida noturna não existe e o centro da cidade morre subitamente ao pôr-do-sol, mas aqui é necessário se dar uma trégua para uma população que há uma década ainda vivia uma situação de guerra civil.
Belfast tem uma história muito mais rica do que se imagina, com fatos como resistência à explorar o tráfico de escravos ainda no século XVII.
Apesar de ser sem graça, fique no centro.
Dublin:A cidade sede da Guiness não pode ser um destino ruim, mas com certeza é bem pior do que a encomenda, as pessoas não são tão legais como eu vim presenciando desde Liverpool e a exploração voraz do turismo é quase caricatural para uma região por tanto tempo tão periférica na Europa. Mesmo assim não é um lugar que se deve pular.
Qualquer lugar perto da parte central do rio Liffey é um bom ponto.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
From Pimpers Paradise to The Foggy Dew [7]
Hoje foi um dia pra la de longo e corrido. Eu queria ir a Stonehenge, que fica a menos de duzentos quilometros daqui em Salisbury.Essa viagem provou ser mais longa do que o esperado , tomando duas horas por causa da minha conexao em Basinstoke.
O monumento e realmente algo espetacular, mesmo com o implacavel vento que soprava e fazia meu rosto pegar fogo,posso dizer agora que tive a oportunidade de ver e apreciar um dos mais fantasticos projetos de engenharia da historia. Afinal carregar pedras 180km rio abaixo desde o Pais de Gales nao e algo exatamente facil.Nao, nao foram as grandes pedras as carregadas, mas ainda sim, as pedras que passaram por essa jornada nao eram nada pequenas.
O problema e que depois de olhar e tirar a devida foto, nao ha nada mais para se fazer por aquelas bandas , ainda mais nesse inesperadamente cruel inverno ingles, entao resolvi rumar para o unico lugar que eu teria tempo para conhecer: Bath. Na verdade eu ja conhecia Bath , fui la quando vim para Inglaterra pela primeira vez em 2004, mas nao importa porque uma cidade romana criada para que as pessoas pudessem fazer uma sauna vai ser interessante nao importa quantas vezes se va.E realmente impressionante a dedicacao romana aos pequenos detalhes, ate o dreno das banheiras era incrivelmente engenhoso e trabalhado.
A volta tambem representou uma longa viagem, cheia de conexoes.Fui a Swindon e a Reading (de novo) para chegar ate Oxford.Um bom resumo de meu dia seria
``Well I wait around the train station
Waitin’ for that train``, so que num sentido bem mais literal do que Hendrix teve, com certeza.
O monumento e realmente algo espetacular, mesmo com o implacavel vento que soprava e fazia meu rosto pegar fogo,posso dizer agora que tive a oportunidade de ver e apreciar um dos mais fantasticos projetos de engenharia da historia. Afinal carregar pedras 180km rio abaixo desde o Pais de Gales nao e algo exatamente facil.Nao, nao foram as grandes pedras as carregadas, mas ainda sim, as pedras que passaram por essa jornada nao eram nada pequenas.
O problema e que depois de olhar e tirar a devida foto, nao ha nada mais para se fazer por aquelas bandas , ainda mais nesse inesperadamente cruel inverno ingles, entao resolvi rumar para o unico lugar que eu teria tempo para conhecer: Bath. Na verdade eu ja conhecia Bath , fui la quando vim para Inglaterra pela primeira vez em 2004, mas nao importa porque uma cidade romana criada para que as pessoas pudessem fazer uma sauna vai ser interessante nao importa quantas vezes se va.E realmente impressionante a dedicacao romana aos pequenos detalhes, ate o dreno das banheiras era incrivelmente engenhoso e trabalhado.
A volta tambem representou uma longa viagem, cheia de conexoes.Fui a Swindon e a Reading (de novo) para chegar ate Oxford.Um bom resumo de meu dia seria
``Well I wait around the train station
Waitin’ for that train``, so que num sentido bem mais literal do que Hendrix teve, com certeza.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
From Pimpers Paradise to The Foggy Dew [6]
Estou em Oxford e aqui realmente nao ha nada para se fazer.Visitei o castelo que era o unico ponto turistico visitavel da cidade.Amanha vou a stonehenge,que e um pouco mais interessante, convenhamos.
Ja que nao ha nada mais para dizer, vou dar meus pitacos como critico de cinema, falando sobre os filmes que vi nos ultimos dias la pelas bandas de Londres
Nowhere Boy- Esse filme e uma especie de biografia sobre a juventude de John Lennon,provavelmente o mais iconico do Fab four.O filme e uma obra de arte, um dos melhores que eu vi na vida, todas as atuacoes sao excelentes, principalmente da mae , da tia e do proprio John, que da um show. O filme tambem possui uma fotografia espetacular, aproveitando bem a primavera de liverpool e as nuances da decada de 60.Detalhes como John passando de bicicleta por Strwberry Fields mostram que o escritor realmente nao quis deixar nada de fora.A unica coisa que eu nao gostei muito foi a atuacao do Paul, que nao me convence de ser ele.Mas os Beatles nao sao importantes para o filme e isso era algo extremamente dificil de conseguir, mas foi feito.
The Road- O epico apocaliptico onde o personagem de Virgo Mortensen e seu filho vagam procurando maneiras de sobreviver e indo para o sul nao e ruim.As atuacoes sao muito boas, os flashbacks, fortes, te fazem pensar sobre coisas que nao agradam a ninguem.O filme seria excelente se tivesse uma pequena coisa: Logica.Nao que eu ache que era importante explicar o porque do mundo se encontrar naquela situacao, isso realmente era irrelevante, mas nao ha verdadeira motivacao na esperanca de achar a costa, de rumar para o sul.Sem contar que o final e algo patetico e ilogico.Nao vou revela-lo por motivos logicos, esse filme sequer estreou no Brasil e seria uma grande maldade com todos voces.
Infelizmente Nowhere Boy nao estara em um cinema proximo de voce,como a maioria do cinema europeu nao esta, o que e uma grande pena.
Ja que nao ha nada mais para dizer, vou dar meus pitacos como critico de cinema, falando sobre os filmes que vi nos ultimos dias la pelas bandas de Londres
Nowhere Boy- Esse filme e uma especie de biografia sobre a juventude de John Lennon,provavelmente o mais iconico do Fab four.O filme e uma obra de arte, um dos melhores que eu vi na vida, todas as atuacoes sao excelentes, principalmente da mae , da tia e do proprio John, que da um show. O filme tambem possui uma fotografia espetacular, aproveitando bem a primavera de liverpool e as nuances da decada de 60.Detalhes como John passando de bicicleta por Strwberry Fields mostram que o escritor realmente nao quis deixar nada de fora.A unica coisa que eu nao gostei muito foi a atuacao do Paul, que nao me convence de ser ele.Mas os Beatles nao sao importantes para o filme e isso era algo extremamente dificil de conseguir, mas foi feito.
The Road- O epico apocaliptico onde o personagem de Virgo Mortensen e seu filho vagam procurando maneiras de sobreviver e indo para o sul nao e ruim.As atuacoes sao muito boas, os flashbacks, fortes, te fazem pensar sobre coisas que nao agradam a ninguem.O filme seria excelente se tivesse uma pequena coisa: Logica.Nao que eu ache que era importante explicar o porque do mundo se encontrar naquela situacao, isso realmente era irrelevante, mas nao ha verdadeira motivacao na esperanca de achar a costa, de rumar para o sul.Sem contar que o final e algo patetico e ilogico.Nao vou revela-lo por motivos logicos, esse filme sequer estreou no Brasil e seria uma grande maldade com todos voces.
Infelizmente Nowhere Boy nao estara em um cinema proximo de voce,como a maioria do cinema europeu nao esta, o que e uma grande pena.
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