Mostrando postagens com marcador Feminismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Feminismo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Lindenberg

Acho engraçado ver essa comoção toda em julgamentos dos assassinatos que ganham repercussão na mídia. Esse em particular teve grande repercussão ao tempo porque até entrevistado o sequestrador foi, durante o sequestro!

Eu não sou um especialista em protocolos e táticas anti-sequestro mas acho que deixar o cara falar com a Sônia Abrão é quase apertar o gatilho junto do assassino.

Mas não é exatamente por essa estrada que quero seguir, da imputabilidade criminal do comandante da operação, por ter sido ineficaz para dizer o mínimo, isso é menor no assunto, ainda que importante observar como policiais geralmente conseguem se safar das lambanças que ocasionalmente fazem, como se safam tantas outras categorias.

É a comoção que interessa. Comemorações exaltadas, uma festa porque a justiça foi feita. Mas o brasileiro médio, altamente inflamável em questões de grande repercussão é o mesmo que gera uma sociedade onde o raciocínio que levou o rapaz a matar a sua namorada é aceito.

Ou não é aceitável em muitos círculos que o homem enfie a mão na mulher ao descobrir que foi traído?

Um amigo do hoje condenado cometeu o mesmo crime no ano passado.

A causa das mulheres avançou demais, mas enquanto não quebrar o paradigma patriarcal e retrógrado que impera por aqui, a igualdade de gêneros nunca será alcançada.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Femmes

Eu sempre cresci em torno de figuras maternas fortes, minhas avós e mãe sempre foram mulheres decididas e independentes, que sempre lutaram para dar uma boa condição de vida aos seus, sem querer depender de alguém.

Mas infelizmente creio que pessoas assim não são maioria no lado feminino que,parece hoje ignorar completamente o que aconteceu no movimento feminista, muitas ainda se veem inferiores, submissas.

A mulher trabalha na rua e em casa porque não consegue fazer seu companheiro cooperar nas tarefas, ou nem tenta, não sei.E isso é visto como um defeito masculino menor em nossa sociedade, o que só mostra o machismo até a espinha que o brasileiro possui.

E infelizmente há conivência feminina no assunto, ainda mais das que acham normal a submissão.

Também existem as que simplesmente caçam um cara que as provenha, fazendo Simone de Beuvoir se revirar no túmulo.

Esse texto não é nenhum tipo de efeito freudiano da minha criação, é apenas um ode, meio estranho, às mulheres de verdade, que se não só se veem iguais, mas sabem que o são e que procuram alguém que realmente se importe com elas.

ps. talvez tenha perdido uma boa chance de autopromoção no fim do texto.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Break on through to nowere

Os anos 60 e 70 foram palco das mais fantásticas histórias, quebras de paradigmas e desilusão do sec. XX.
Uma sociedade keynesiana, de pleno emprego e amplas garantias sociais, tornou possível que uma geração inteira parasse de se preocupar um pouco em ganhar o dinheirinho deles e passassem a se coincientizar com o que acontecia ao redor deles, tanto na política quanto na sociedade. Nos organizamos para lutar contra a segregação racial nos EUA, contra a opressão sovética à Thecoslováquia na primavera de praga, contra a guerra do Vietnã e, para mim, somente menos impotante que a questão racial,lutamos contra o fato das mulheres serem cidadãs de segunda classe em todo o mundo.
Foi sem dúvida um movimento de quebra, com queima de sutiãs e pregação do sexo livre através do uso do anticoncepcional. E deu certo.Estaria sendo hipócrita se disesse que as mulheres são tratadas com igualdade de oportunidades, principalmente em nossa machista sociedade brasileira, contudo nem por aqui há choque ao ver mulheres em cargos de chefia.
O keynesiansmo ruiu pelas mãos de Reagan e Tatcher( 1ª ministra na década de 80!), a música se tornou algo vazio e comercial e não existe mais opressão sovética por falta de uma URSS, portanto voces mulheres ficaram com o legado mais importante de uma geração genial e questionadora, não disperdiçem se desvalorizando ao gostar de ser tratada como objeto ou deixando que isso aconteça, sejam independentes.