segunda-feira, 25 de julho de 2011

Espero que o meu leitor sabia quem é Louis Theroux.Para os que não sabem ele é um documentarista da bbc.

Hoje ( como em toda segunda feira as 22h na GNT, acho) vi um de seus documentários, esse falava da situação de policiamento e tráfico de drogas na Philadélfia, EUA.

A política lá é muito semelhante a daqui, confronto, caça às drogas, aos pequenos e médios atores no mundo do tráfico, enxugo de gelo.

Essas áreas guetificadas são um mundo que não permite seus habitantes a olhar além, a almejar uma vida bem sucedida, tranquila.A vida do tráfico é o que sobra aos que tem pouca educação e nenhuma capacidade de se tornar profissionais do esporte ou da música.

E para manter a massa intencionalmente segregada pelas políticas públicas que regem o sistema estadunidense, se imprime a Law & Order, até porque essa forma de manejo de população é altamente lucrativo para empresas que gerenciam penitenciárias( algo que queriam[querem] implementar em nosso país), essas empresas, naturalmente, fazem doações para que políticos que desejam recrudescer as leis se elejam e as recrudesçam.

Mais leis, mais comportamentos que geram um período de encarceramento, sendo maior o lucro que essas empresas administradoras de presídios tem. Como hotéis, não é interessante para eles ter leitos vazios.

Então a polícia destaca uma grande parte de sua força para esses lugares, para prender, para caçar ilegalidades. No documentário, um rapaz é preso por ter seu vidro do carro, por demais fumê, outro por " perturbação da ordem" - não queria entrar em sua casa após seu irmão ter sido preso.

Tamanha ostensividade policial gera um mini estado policial, onde os direitos civis dos cidadãos que lá habitam são desrespeitados sob a premissa de um argumento pro societatis.Mas não é a sociedade local a protegida por essa política, os que lá habitam acabam sendo criminalizados e alienados da vida social como são os criminosos.

Assim se mantém o status quo, se mantém os lucros, tudo se mantém.

Alguma semelhança com algum país que conheçam?


domingo, 24 de julho de 2011

Desperation.
not only the english way, but the modern one.
Rush
Push and shove every single thing, all the time
Pressure
always under, overacheive, be something you just can't be right now.

Because you are what you do and how much money you make, not really who you are.

And you and up with a hole in your life and soul.

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Tentarei voltar a escrever, se alguém se importa.

domingo, 29 de maio de 2011

O desnudar

Um ciclone trouxe uma grande ressaca para o lado niteroiense da Baía de guanabara.

E eu poderia falar sobre um monte de coisa de estruturas que eu não entendo, só gostaria de dizer que não me parece inteligente construir tão perto de uma área de notório mar agitado.

Não é sobre o que caiu nesse belo baile de destruição ( e sim, há beleza na destruição furiosa da natureza) que eu gostaria de falar nessas breves palavras, mas sim do que estava escondido por debaixo das toneladas de areia que foram removidas pela ressaca.

Havia um rampão de concreto, junto de duas manilhas gigantes de esgoto na praia de icaraí e, quando fizeram a obra para fazer um emissário submarino ( chiquês para jogar o esgoto em outro canto) disseram que a rampa seria removida. Agora no baixar da maré é nítido que foi mais cômodo apenas enterrar em cova rasa toda a estrutura que ali havia.

Isso resume a Niterói dos últimos anos de uma maneira extremamente precisa, uma cidade maquilada para esconder seus podres.

terça-feira, 26 de abril de 2011

I hate Mondays

Normalmente segundas feiras são dias ruins porque são o sinal de um fim de semana que acabou e a volta à rotina de acordar cedo e ser sério.Mas a segunda que passei ontem foi Murphy cuspindo na minha cara o dia inteiro.

Saí da casa do meu amigo Rodrigo em Porto Alegre às 6:45 da madrugada para ir para o aeroporto, cheguei lá tranquilo fiz meu check-in e fui para o raio-x.Só que o aeroporto fechou por causa do nevoeiro.Ok, fui no segundo andar comer, comer o misto quente mais caro da minha vida. R$10 num pedaço de pão com uma fatiazinha de presunto e outra de queijo.O que a fome não faz.

Meia horinha de espera, aeroporto abre.Todos os voos estão em ordem, menos o meu,é claro.Aparentemente o piloto que estava comandandando o que viria a ser meu voo foi o único que não se sentiu à vontade para pousar por lá.E tome pegar fila para remarcar o voo no balcão da Gol.

1h de fila depois recebo uma insólita notícia, meu voo havia sido remarcado para terça às 18h. 36h depois do meu voo certo, coisa que eu não entendi, já que bastaria levar um voo suplementar durante a tarde que tudo estaria bem.O Salgado Filho não é Congonhas e havia espaço físico para fazer isso.

Comecei a correr pelos terminais 1 e 2 do aeroporto de lá para tentar um voo por qualquer para Rio ou São Paulo, eu precisava chegar em casa na segunda. Não havia essa possibilidade, todas as aéreas estavam absolutamente lotadas, foi quando eu entrei em modo Amazing Race, sim , aquele reality show onde as pessoas viajam pelo mundo. Pensei em conseguir um voo internacional para o Rio, via Montevideo ou Buenos Aires. E eu consegui, foi fácil até. Poa-BsAs as 1830, BsAs-Rio as 6am, era só conseguir um passaporte emergencial, que nem era tão difícil e pegar meu aviãozinho.

Ao procurar a alternativa por Montevideo antes de sair do aeroporto para correr atrás do meu passaporte fui numa agência de viagens, já que a Pluna não tinha loja por lá. Foi quando um voo TAM caiu no meu colo, um voo direto para o Santos Dumont.Era bom demais para trocar por uma noite em Buenos, jantando em Porto Madero e etc.Era?

Acontece que eu morro de medo de viajar de TAM, eles sempre me põe em Fokker 100 ou o avião tem problemas de isolamento na cabine e eu voo a 2500m de altitude e outras coisas assim.Mesmo em altitude de cruzeiro eu não estava à vontade e logo vi porque.Ao fazer a aproximação para o pouso no SDU as nuvens fecharam o aeroporto e o avião deu uma arremetida, de leve.

Depois de uns 30m rodando por aí, pousamos no Galeão. pensei que estava tudo resolvido, mas aparentemente cheguei no dia do apocalipse carioca desse ano.A cidade estava alagada e longas duas horas se passaram até que um ônibus da TAM me levasse para o SDU, de onde, é claro eu não conseguia sair.

A cidade estava completamente inundada e a Perimetral estava tão entupida de carros que era impossível pegar a ponte.Fui dormir no Ibis ali perto, claro que estava sem vagas e eu tive que morrer numa grana para ter aonde dormir, no chique Novotel ao lado.

Eu teria chegado em casa se a Barcas SA não tivesse retirado as suas da madrugada de serviço.Mais um deserviço.

Enfim, só um rant da pior segunda da minha vida.

terça-feira, 15 de março de 2011

Viagens

Eu gosto de falar das minhas viagens e, portanto não poderia de falar da viagem que fiz esses dias para...Taquara.

Taquara é um subbairro da monstruosa Jacarepaguá, para quem não sabe onde é e , para chegar lá tive o prazer de passar pela linha vermelha ao lado de uma caminhonete do BOPE, onde os venerados e quase cults policiais vão apontando seus fuzis para os lados,porque assim o cidadão que está por perto se sente totalmente seguro.

Chegando nas longíquas terras da Zona Oeste do Rio,descubro que a Taquara só se é alcançada em atravessando a Cidade de Deus que, com a UPP está cheia de caminhões do exército cheio de soldados e parece uma zona de guerra.

A terrinha não é quente pelomenos, e muito se assemelha a uma cidade de interior,onde os policiais que trazem os seus custodiados para audiências com cordões,sim cordões, feitos de algemas.Ao andar pela rua principal,não pude deixar de notar que havia um som ambiente peculiar,de pagode.Uma caixa de som para cada poste,uma maravilha.

Andando por essa rua fui parado por um estranho, que me cumprimentou com as seguintes palavras -"Como vai deputado?". Aparentemente pessoas de terno na Taquara são deputados.Não gostei muito, já é ruim suficiente ser advogado.

Isso tudo acompanhando um cliente que não parou de falar por 3 horas no quanto a vida de advogado é fácil.Recomendo a todos, passear na Taquara.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Decadências e decadências

O futebol está decadente, dizem os saudosistas, não se fazem mais jogadores como antigamente, mas antigamente também não produzia jogadores como hoje.Jogadores como Messi,Iniesta,Wilshere, são jogadores modelados pelo futebol moderno, pela velocidade de transição defesa ataque que esse demanda, jogadores que arrancariam a própria pele se jogassem no lento futebol dos anos 60 e 70 e seriam gênios revolucionários nos anos 80.

Simplesmente se mudou demais como se joga o esporte, a classe tradicional, de levantar a cabeça, com tempo e achar o centroavante se desmarcando para receber é algo que não existe porque a velocidade atual do esporte não permite.

Diferente não é decadente

Mas aí vem a música.A música é algo mais complexo de se analisar já que são inúmeros os estilos e a sua qualidade nem sempre significa o seu sucesso.A história tende a esconder as bombas dos anos 60,70 e fazer tudo parecer uma maravilha.Não era, tinha muita coisa lamentável tocando nas rádios e muita banda boa que nunca fez o sucesso que a sua qualidade merecia.

Tendo dito isso, a música mainstream da época tinha bandas porcarias como Beatles,Led Zeppelin,Rolling Stones.A música corrente atual tem Justin Bieber e Lady Gaga liderando o caminho.

Inicialmente o diagnóstico é de que a música está agonizando.Talvez esteja, mas o quadro não é tão desesperador, o problema é saber encontrar o pote de ouro no fim do arco íris.Existem uma infinidade de bandas boas que não fazem sucesso algum, especialmente no Brasil, e que podem te entreter por horas a fio

Ser Hipster não é ser decadente.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Estupidez Subterrânea

Hoje eu tive o desprazer de usar dos serviços de metrô da cidade do Rio. Os carros são caídos, as estações também.Mas isso não me incomoda muito, estações acanhadas e trens ruins eu também vi por todos os lugares que eu fui, o problema está no projeto das linhas.

Antes de falar do sistema de trem, devo falar da figura do " trem de superfície". O serviço de Metrô oferece um ônibus mais barato para alguns destinos na zona sul onde os trens de fato não alcançam e tem a coragem de chamar o serviço de Trem de Superfície.

Bem, pra mim Trem de Superfície é aquele que, pra começar é trem, roda sobre trilhos e toda aquela formalidade FERROviária, aparentemete aqui no Rio isso é apenas um detalhe sintático.

Mas a criatividade de transportes urbanos não poderia simplesmente parar com uma pequena anedota, algo mais abrangente deve acontecer,o que fazer?

Eis que então os responsáveis pelo planejamento das linhas tiveram a brilhante ideia de fazer a linha verde e a laranja rodarem sobre os mesmos trilhos, já que não há diferença de níveis entre elas.

Então trafegam na mesma linha os dois tipos de condução. Um distraído pasasgeiro indo para a zona norte pode querer ir para a não tão longe Tijuca e parar na far far away Pavuna.


Mas notem a zona sul, uma linha acaba em botafogo, enquanto a outra se extende até Ipanema, portanto, se você pegar o primeiro trem que aparecer na, digamos, Cinelândia, podes ser forçado a parar em Botafogo e ficar aguardando pelo "trem certo".

Se tem duas linhas, a façam em níveis diferentes para rodar no mesmo trajeto, se elas só se bifurcam no estácio, faça a discriminação de linhas só lá. É só isso que eu peço, bom senso.